Hanseníase é uma doença infecciosa que atinge principalmente a pele e os nervos (em especial os da face e extremidades, como braços e mãos; pernas e pés). Ela é causada por uma bactéria, chamada Mycobacterium leprae, descoberta em 1873. Esta bactéria é mais conhecida como Bacilo de Hansen, em homenagem ao seu descobridor, o cientista norueguês Gehard Amauer Hansen.
Fotomicrografia de Mycobacterium leprae (pequenos
bastonetes vermelhos), o agente causador da hanseníase.
Há registros de Hanseníase desde a Antiguidade. A doença era conhecida como Lepra. As pessoas infectadas eram discriminadas e obrigadas a viver fora da sociedade, além de sofrer as conseqüências da própria doença. Na época sem cura e sem tratamento, a Lepra causava deformidades.
A doença pode apresentar quatro formas clínicas: indeterminada, borderline ou dimorfa, tuberculóide e virchowiana. Em termos terapêuticos, somente dois tipos são considerados: paucibacilar (com poucos bacilos) e multibacilar (com muitos bacilos).
A transmissão se dá de indivíduo para indivíduo, por germes eliminados por gotículas da fala e que são inalados por outras pessoas penetrando o organismo pela mucosa do nariz. Outra possibilidade é o contato direto com a pele através de feridas de doentes. No entanto, é necessário um contato íntimo e prolongado para a contaminação, como a convivência de familiares na mesma residência. Daí a importância do exame dos familiares do doente de hanseníase.
O período de incubação varia de
Os sinais e sintomas são:
- Sensação de formigamento, fisgadas ou dormência nas extremidades;
- Manchas brancas ou avermelhadas, geralmente com perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e tato;
- Áreas da pele aparentemente normais que têm alteração da sensibilidade e da secreção de suor;
- Caroços e placas em qualquer local do corpo;
- Diminuição da força muscular (dificuldade para segurar objetos).
A maioria das pessoas é resistente ao bacilo e, portanto, não adoece. De 7 doentes, apenas um oferece risco de contaminação.
Das 8 pessoas que tiveram contato com o paciente com possibilidade de infecção, apenas 2 contraem a doença. Desses 2, um torna-se infectante.
A hanseníase se apresenta, basicamente, de duas formas. O tratamento depende do tipo.
Se for do tipo paucibacilar (com poucos bacilos), o tratamento é mais rápido. É dada uma dose mensal de remédios durante seis meses. Além da ingestão de um comprimido diário;
Se for do tipo multibacilar (com muitos bacilos), o tempo para tratamento é mais longo. São 12 doses do medicamento, uma por mês. Além de dois outros remédios diários durante os dois anos.
O tratamento será 100% eficiente se for levado a sério do começo ao fim. Todos os medicamentos devem ser distribuídos pela rede pública de saúde.
É importante que se divulguem junto à população os sinais e sintomas da doença e a existência de tratamento e cura, através de todos os meios de comunicação. A prevenção baseia-se no exame dermato-neurológico e aplicação da vacina BCG em todas as pessoas que compartilham o mesmo domicílio com o portador da doença.
Atualmente, a maior prevalência da Hanseníase se encontra no Sudeste Asiático, seguido de regiões da África e das Américas. O Brasil é o segundo país com o maior número de casos registrados, estando atrás apenas da Índia. No Brasil após a assinatura do compromisso para a eliminação da Hanseníase, em 1991, houve uma redução da prevalência de 60% , em decorrência das altas por cura, no entanto, houve um aumento na detecção de casos novos em mais de 100%.
Em 2002 o número de novos casos de hanseníase detectados no mundo foi de 763 mil. A Organização Mundial de Saúde relacionou Brasil, Madagascar, Moçambique, Tanzânia e Nepal como tendo 90% dos casos de lepra.
Atualmente,Fortaleza registra 770 hansenianos
Atualmente, a mesma Secretaria de Vigilância em Saúde lançou o Plano Nacional de Eliminação da Hanseníase
Podem ser vistos nos sites abaixo:
http://www.saudetotal.com/artigos/dermatologia/tvescola_hanseniase.asp
http://www.geocities.com/hanseniase/Casos_Clinicos/casos_clinicos.html
http://www.geocities.com/hanseniase/Casos_Clinicos/Casos_Clinicos_/casos_clinicos_.html
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICA
http://www.brasilescola.com/doencas/hanseniase.htm
http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=363&sid=12
http://www.santalucia.com.br/dermatologia/hanse.htm
http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/61hanseniase.html
http://www.saudetotal.com/artigos/dermatologia/tvescola_hanseniase.asp
http://www.dermatologia.net/neo/base/Doencas/hanseniase.htm
http://www.santalucia.com.br/dermatologia/hanse.htm
http://www.geocities.com/hanseniase/Epidemiologia/epidemiologia.html
http://www.fiocruz.br/ccs/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=363&sid=12
http://www.dermatologia.net/neo/base/Doencas/hanseniase.htm
http://www.copacabanarunners.net/hanseniase.html
http://drauziovarella.ig.com.br/arquivo/arquivo.asp?doe_id=105
http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/61hanseniase.html



2 comentários:
As informações me ajudaram mto, continue com o blog.
Tudo de bom.
achei pouca coisa acho q vc´s devem melhorar o site!(desculpa sou cinsera ate d+!!!) bjus spero q gostem da dica jose!!!
Postar um comentário