A filariose é uma doença causada por um parasita - Wuchereria bancroffi - que é transmitido através da picada de um mosquito, popularmente chamado de muriçoca. As formas adultas desse parasita: são vermes nematóides de secção circular e com tubo digestivo completo. As fêmeas são maiores que os machos e a reprodução é exclusivamente sexual, com geração de microfilárias. Estas são pequenas larvas fusiformes com apenas
O W. bancroffi, O termo filaria é originário do vocabulário latino filum, que significa fio. O nome é alusivo à sua morfologia. A filária W. bancrofti é um nematelminto (nemato = filamento; helmintos = verme) de corpo longo e delgado, afilado nas extremidades, que vive exclusivamente em seres humanos. É um parasita heteroxeno, isto é, necessita de ao menos dois hospedeiros para completar seu ciclo: o mosquito e o homem.
As formas adultas medem
Já a muriçoca põe seus ovos preferencialmente em água poluída e turva, rica em matéria orgânica em decomposição e detritos, tanto em depósitos transitórios – geralmente à sombra quanto em águas paradas e poluídas no solo, como fossas, ralos, poços, cisternas e marcas de pneus ou de patas de animais. As larvas se transformam em pupas, que depois passam à fase alada e se multiplicam. O processo acontece durante todo o ano, mas é mais freqüente nos meses quentes e chuvosos.
O inseto voa apenas à noite e tem na fêmea o parasita transmissor da filariose. Quando esses mosquitos picam uma pessoa, as larvas das filárias caem direto no sangue humano e se instalam nos vasos e gânglios linfáticos. As larvas já adultas começam a se reproduzir, criando novas larvas. Uma curiosidade dessa doença é o fato de que os vermes adultos ficam instalados no sistema linfático, enquanto suas larvas circulam pelo corpo inteiro através do sangue.
O período de incubação da filariose é de
Causadora da elefantíase, a filariose linfática coloca em risco um bilhão de pessoas em todo o mundo. Mais de 120 milhões sofrem da doença, sendo que mais de 40 milhões se encontram gravemente incapacitados ou apresentam deformações. Dos infectados, um terço vive na Índia, um terço na África e o restante na Ásia, Pacífico Ocidental e Américas. Endêmica em mais de 80 países, a filariose é uma doença crônica com importante potencial de seqüelas, adquirida geralmente na infância.
No Brasil, a cidade do Recife, no Estado de Pernambuco, e a cidade de Belém, no Estado do Pará, permanecem como focos da endemia desde os primeiros inquéritos de prevalência, realizados há cerca de 40 anos atrás, sendo que em Belém a endemia é considerada sob controle.
Independentemente da manifestação clínica do paciente, três componentes estão agora indicados: 1) os cuidados clínicos e higiênico-dietéticos específicos para as diversas manifestações clínicas 2) a educação e o suporte psicológico e finalmente 3) o tratamento quimioterápico com a dietilcarbamazina (DEC) ou a combinação de DEC e ivermectina.
Armadilha que vai evitar propagação em Recife de mosquito que provoca filariose. De acordo com a bióloga Rosângela Barbosa, do Aggeu Magalhães, a armadilha consiste em uma caixa preta com abertura ao meio, que simula um criadouro natural e protege o mosquito do vento e da luz do sol, contendo no interior um recipiente com água, biolarvicidas e infusão de gramínea, para atrair as fêmeas grávidas da espécie.
“O diferencial, em comparação com outras armadilhas usadas no mundo para captura do Culex, é que essa não exige o uso de energia e se torna econômica para ser adotada tanto pela população quanto pelo poder público”, observou Rosângela.
Há um programa da OMS que procura eliminar a doença com fármacos administrados como prevenção e inseticidas. É útil usar roupas que cubram o máximo possível da pele, repelentes de insetos e dormir protegido com redes.
O recomendado pelo Ministério da Saúde é evitar a exposição prolongada aos mosquitos da espécie Culex quinquefasciatus nos locais onde ainda ocorre a transmissão.
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